Argentina exige libertação de dois compatriotas ainda presos na Venezuela

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, anunciou a libertação de Gustavo Gabriel Rivara, que estava detido na Venezuela desde janeiro de 2025. A informação foi divulgada em 2 de fevereiro de 2026, quando Rivara se apresentou na embaixada da Argentina na Colômbia, recebendo a assistência da equipe consular. O chanceler argentino, Pablo Quirno, classificou sua detenção como ‘arbitrária’ e pediu a libertação imediata de outros dois argentinos ainda encarcerados no país vizinho.

Quirno ressaltou que as autoridades argentinas mantêm contato permanente com Rivara desde sua libertação e exigem que o governo venezuelano liberte os argentinos Nahuel Gallo e Germán Giuliani, que estão detidos sem o devido processo legal. A ONG Foro Penal, que acompanha casos de detenção política na Venezuela, confirmou que Rivara estava preso de forma ilegal desde o início de 2025. Este anúncio de libertação ocorre em um contexto em que o governo interino da Venezuela havia prometido soltar um número significativo de prisioneiros.

A ONG destacou que, desde dezembro, cerca de 400 prisioneiros foram libertados, mas ainda há aproximadamente 700 pessoas consideradas presos políticos. A situação levanta preocupações sobre os direitos humanos e a justiça na Venezuela, especialmente em relação a cidadãos estrangeiros. O desdobramento deste caso poderá influenciar as relações diplomáticas entre Argentina e Venezuela nos próximos meses.

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