O governo federal anunciou a liberação de R$ 3,9 bilhões para o pagamento da segunda parcela do saque-aniversário do FGTS, iniciando em 2 de fevereiro de 2026. Este montante destina-se a 822,6 mil trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 20 de dezembro de 2025, com os depósitos sendo realizados até o dia 12 de fevereiro. Essa medida segue o precedente de uma primeira liberação de R$ 3,8 bilhões, que beneficiou mais de 14 milhões de pessoas em dezembro do ano anterior.
A modalidade de saque-aniversário tem gerado controvérsias, sendo considerada uma “penalização injusta” para aqueles que optam por ela, pois impede o acesso aos recursos do FGTS em situações de demissão. O ministro do Trabalho e Emprego destacou que essa situação contradiz a finalidade do FGTS, que é servir como uma reserva financeira para momentos de desemprego. Além disso, a maioria dos trabalhadores que têm direito ao saque terá os valores creditados automaticamente em suas contas cadastradas no aplicativo FGTS.
Desde a implementação do saque-aniversário, cerca de R$ 197 bilhões foram liberados, dos quais 40% foram destinados diretamente aos trabalhadores. Contudo, muitos enfrentam dificuldades devido a compromissos com empréstimos, que limitam o valor disponível para saque. Atualmente, 40,3 milhões de trabalhadores aderiram a essa modalidade, refletindo a complexidade das relações financeiras no Brasil, especialmente em tempos de crise econômica.

