França aprova orçamento de 2026 após meses de debates e crises políticas

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a França aprovou seus orçamentos para o ano de 2026, encerrando meses de debates acirrados e enfrentando a derrota de duas moções de censura contra o governo do presidente Emmanuel Macron. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu acionou um procedimento polêmico que permite aprovar orçamentos sem o voto do Parlamento, uma medida criticada por muitos observadores.

Os orçamentos visam equilibrar as contas públicas da França, a segunda maior economia da União Europeia, e reduzir o déficit público de 5,4% em 2025 para 5% do PIB em 2026. Lecornu, que havia prometido submeter os orçamentos à votação, optou por essa estratégia devido à falta de uma maioria sólida na Assembleia Nacional, que está fragmentada em três blocos políticos. A aprovação do orçamento da Previdência Social em dezembro foi parte de uma negociação com a oposição socialista, mas a segunda parte do orçamento precisou ser aprovada por meio do Artigo 49.3.

Com a aprovação do orçamento, o governo Macron ganha fôlego a 15 meses das eleições presidenciais, permitindo que novas iniciativas sejam discutidas. Lecornu anunciou que entre os próximos passos estão o aumento do gasto militar e um projeto de lei de emergência agrícola, além de uma estratégia energética para o país. A situação política na França continua tensa, mas essa aprovação pode abrir caminho para um avanço em outras políticas governamentais.

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