Durante a cerimônia de abertura do ano judiciário, no dia 2 de fevereiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enfatizou a necessidade de restaurar a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele destacou que, apesar dos mal-entendidos e desafios enfrentados, a história da Corte assegura que essa confiança será recompensada. Gonet fez essas declarações em meio a um contexto de crise de imagem da instituição, especialmente relacionada à investigação do Banco Master.
Gonet também mencionou a importância de um código de conduta para os magistrados, que está enfrentando resistência interna. O presidente do STF, Edson Fachin, tem trabalhado para convencer seus colegas a aprovar essa medida, que visa reforçar a transparência e a ética na atuação dos juízes. O procurador ressaltou que a crítica à Corte é muitas vezes circunstancial e deve ser vista com cautela pelo público que valoriza princípios constitucionais permanentes.
Por fim, Gonet argumentou que o papel do STF e da Procuradoria-Geral da República é contrabalançar as vontades momentâneas e garantir o respeito aos limites impostos pela Constituição. Ele ressaltou que a confiança na Corte deve ser fundamentada em sua atuação e compromisso com a justiça, mesmo diante de momentos de tensão pública. A defesa do PGR por um reconhecimento mais profundo da atuação do STF é um passo importante em meio às dificuldades atuais.

