Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu e ex-primeiro-ministro da Itália, declarou que a União Europeia precisa acelerar sua integração e se tornar uma federação plena. Em uma visita à Bélgica, onde recebeu um doutorado honoris causa, Draghi ressaltou que essa transformação é essencial para evitar que a Europa fique à mercê das potências dos Estados Unidos e da China.
Durante sua fala, Draghi enfatizou que apenas os europeus têm a opção de se tornarem uma potência real no cenário global. O ex-premiê italiano destacou as vitórias da UE em áreas como comércio e política monetária, mas criticou a falta de união em setores cruciais, como defesa e relações exteriores, que enfraquecem a posição do continente no mundo.
O economista alertou que, se a Europa não tomar medidas para se consolidar como uma federação, corre o risco de se tornar subordinada e desindustrializada. Draghi argumentou que um futuro sem unidade levaria à divisão e à perda dos valores europeus, o que poderia comprometer a segurança e a integridade do bloco.

