Uma investigação apontou que a escassez de leitos em saúde mental e a falha na comunicação entre diferentes agências foram fatores determinantes na morte de Ellame Ford-Dunn, uma adolescente de 16 anos, no hospital de Worthing, no Reino Unido. A jovem, que tinha um histórico de automutilação, faleceu em março de 2022 após deixar uma enfermaria pediátrica aguda, onde foi colocada devido à falta de leitos adequados para sua condição.
O caso de Ellame destaca a crise nos serviços de saúde mental no Reino Unido, onde a demanda por assistência frequentemente ultrapassa a oferta. A investigação revelou que a comunicação deficiente entre os serviços de saúde e as instituições responsáveis pela sua proteção dificultou a coordenação de cuidados, resultando em uma tragédia que poderia ter sido evitada. Os especialistas estão agora pedindo reformas urgentes para melhorar a situação e garantir que jovens em risco recebam a atenção necessária.
As implicações desse caso são amplas, levantando preocupações sobre a eficácia do sistema de saúde mental no país e a necessidade de uma abordagem mais integrada entre os serviços. A morte de Ellame Ford-Dunn serve como um alerta para a urgência em se reformar os serviços de saúde mental, promovendo uma colaboração mais eficaz entre agências. A sociedade civil e os profissionais de saúde mental estão clamando por mudanças que possam evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.

