Exército Brasileiro incorpora mulheres como recrutas pela primeira vez

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

O Comando Militar do Leste (CML) deu início, nesta segunda-feira, 2, a uma nova era nas Forças Armadas brasileiras ao incorporar 159 mulheres como recrutas no Rio de Janeiro. Essa etapa inicial representa a primeira inclusão de mulheres na carreira militar, com seleção que inclui conferência documental e avaliações de saúde. O processo é voluntário e marca um passo significativo rumo à igualdade de gênero nas Forças Armadas.

Ao contrário do alistamento masculino, que é obrigatório, as jovens nascidas em 2007 optaram por se alistar, sem penalidades para as que não o fizerem. Após a seleção, o serviço militar se torna obrigatório para as aprovadas, que serão distribuídas em unidades de saúde, ensino e apoio. O CML já planeja incorporar mais 63 mulheres em Minas Gerais, reforçando a presença feminina nas tropas.

O Exército assegura que as novas recrutas terão igualdade de condições, com acesso a direitos e benefícios, incluindo licença-maternidade. O major Hugo Chermann destacou a importância deste momento simbólico, que visa valorizar as mulheres no Exército. Este esforço se alinha a uma meta de longo prazo de atingir 20% de efetivo feminino até 2035, refletindo uma mudança significativa nas Forças Armadas brasileiras.

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