Saída dos EUA da OMS compromete saúde na África e avança desigualdades

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Os Estados Unidos formalizaram sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 22 de janeiro, um movimento que levanta sérias preocupações sobre o futuro da saúde pública, especialmente na África. O país, que historicamente contribui com quase 15% do orçamento da OMS, deixou seus programas de saúde globais em uma situação precária, impactando diretamente a luta contra doenças infecciosas, como HIV/Aids e tuberculose.

A retirada dos EUA pode resultar em lacunas significativas de financiamento para países africanos que dependem da expertise e do suporte da OMS. Com a redução dos recursos, especialistas temem que as interrupções nos serviços de saúde levem ao aumento da transmissão de doenças e à resistência a medicamentos, revertendo anos de progresso conquistado nas últimas décadas. A OMS, conforme relatado, desempenha um papel crucial na coordenação de respostas a surtos e na prevenção de crises de saúde pública.

As implicações da saída dos EUA vão além de um mero corte de recursos. A mudança pode alterar os padrões de governança na saúde global, permitindo que outras potências, como a China, assumam um papel mais proeminente. Além disso, a decisão dos EUA representa um golpe para o multilateralismo e gera incertezas sobre a confiabilidade dos comprometimentos internacionais em saúde, podendo afetar diretamente a mortalidade, especialmente entre populações vulneráveis, como mulheres e crianças.

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