No dia 1º de fevereiro, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça, visando renegociar dívidas que somam R$ 4 bilhões. A empresa expressou a intenção de quitar todos os compromissos sem oferecer deságios, uma proposta incomum em casos deste tipo, onde normalmente são solicitados descontos significativos aos credores.
Ao solicitar a recuperação judicial, o grupo também requereu uma tutela de urgência que suspenderia execuções judiciais e bloqueios por um período de 180 dias. Essa medida é considerada essencial para evitar que ações individuais dos credores criem uma pressão adicional sobre a liquidez da empresa, o que poderia dificultar uma solução equitativa para todos os envolvidos.
As ações do Grupo Fictor refletem uma estratégia ousada em meio a um cenário financeiro desafiador, em que muitas empresas buscam alternativas para reestruturar suas dívidas. O desdobramento deste processo poderá influenciar não apenas a situação financeira da empresa, mas também o mercado em que atua, especialmente se conseguir cumprir sua proposta de quitação integral.

