O governo federal iniciou a liberação de R$ 3,9 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e dezembro de 2025. Até 12 de fevereiro, aproximadamente 822 mil pessoas devem receber os recursos, como complemento da primeira fase que já injetou R$ 3,8 bilhões na economia. Os valores serão depositados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS, facilitando o acesso aos trabalhadores.
A medida busca corrigir distorções do modelo implementado em 2019, que limitou o acesso ao saldo do FGTS em casos de demissão. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, essa situação reduziu a eficácia do fundo como rede de proteção ao desempregado. Apesar do saque-aniversário ter movimentado cerca de R$ 197 bilhões desde 2020, apenas 40% desse montante foi efetivamente retirado pelos trabalhadores, o que revela um desvio na função original do FGTS.
Os beneficiários não precisam deixar a modalidade do saque-aniversário para acessar os valores liberados neste momento. No entanto, após dezembro de 2025, novas demissões farão com que o saldo do FGTS volte a ser bloqueado, restando apenas a multa rescisória. Essa mudança é vista como um passo importante para restaurar a confiança dos trabalhadores no FGTS como um verdadeiro instrumento de proteção financeira durante o desemprego.

