A B3, bolsa de valores do Brasil, anunciou a realização de catorze leilões de concessões no primeiro trimestre de 2026, um número que representa o dobro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este aumento sinaliza um início de ano promissor, mas a bolsa já prevê uma possível desaceleração ao longo do ano devido a fatores externos e internos. Rogério Santana, diretor de relacionamento e governança em licitações da B3, comentou que a cautela dos investidores pode ser elevada por conta do calendário eleitoral e das incertezas geopolíticas.
Em 2025, a B3 estabeleceu um recorde ao promover 75 leilões, um avanço de 17% em comparação aos 64 realizados em 2024. Essa trajetória de crescimento, no entanto, pode ser impactada por pressões sobre a curva de juros futuros e a cotação do dólar, elementos considerados cruciais para o risco Brasil. A expectativa é que os investidores adotem uma postura mais cautelosa, influenciados por esses desafios externos.
As implicações dessa desaceleração podem ser significativas para o mercado de concessões no Brasil. A B3, ao dobrar o número de leilões inicialmente planejados, busca maximizar oportunidades, mas a volatilidade do cenário político e econômico pode alterar essa dinâmica. Assim, a capacidade de adaptação dos investidores e da própria B3 será crucial para enfrentar os desafios que podem surgir neste ano.

