A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, foi oficialmente registrada como candidata ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas, com o apoio do Brasil e do México. O anúncio foi feito pelo presidente Gabriel Boric em coletiva de imprensa realizada em Santiago na manhã desta segunda-feira (2). Este movimento marca um importante passo na busca por representação feminina em altos cargos internacionais.
Bachelet, que é a única mulher a ter presidido o Chile, já ocupou cargos significativos dentro da ONU, incluindo o de alta comissária para os Direitos Humanos. Sua candidatura surge em um contexto em que, em 80 anos, nenhuma mulher ocupou a liderança da ONU, e há um consenso de que é hora de uma representante da América Latina assumir o posto. O atual secretário-geral, António Guterres, terá seu mandato encerrado em dezembro de 2026, e Bachelet é uma das principais candidatas a sucedê-lo.
A ex-presidente expressou sua honra em ser candidata, ressaltando a importância do apoio recebido de seus países irmãos. Além de Bachelet, outros nomes notáveis concorrem ao cargo, como a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e a primeira-ministra de Barbados. O cenário competitivo, aliado à pressão por uma liderança feminina, poderá moldar o futuro da organização e influenciar as relações internacionais nos próximos anos.

