Investigação interna do Banco Central analisa omissões de Campos Neto

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, está sob avaliação de possíveis responsabilidades penais relacionadas ao caso do Banco Master, que enfrenta um rombo de cerca de 50 bilhões de reais. A investigação interna do BC, sob a direção de Gabriel Galípolo, objetiva apurar a atuação da supervisão bancária entre 2019 e 2024, período em que Campos Neto dirigiu a autarquia. Reportagens indicam que ele foi alertado sobre problemas significativos na instituição, mas não tomou medidas imediatas para conter o prejuízo ao sistema financeiro.

A análise jurídica se concentra na omissão penalmente relevante, conforme o Código Penal, e na responsabilidade atribuída ao Banco Central pela legislação financeira. A auditoria interna examinará por que o BC optou por intervenções limitadas, mesmo diante de crescentes sinais de risco. A situação é complexa, pois envolve a avaliação das decisões tomadas no passado e suas consequências para a supervisão de instituições financeiras de médio porte.

O desfecho das investigações pode ter repercussões importantes para a credibilidade do Banco Central e para a confiança do mercado financeiro. A condução rigorosa e transparente da auditoria é crucial para responder à sociedade e aos investidores sobre a atuação da autarquia. As respostas a essas questões determinarão não apenas a responsabilidade de ex-dirigentes, mas também a eficácia das políticas regulatórias em um ambiente econômico desafiador.

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