Erfan Soltani, um manifestante iraniano de 26 anos, foi libertado sob fiança após ser preso por sua participação em protestos contra o governo, uma situação que gerou grande repercussão internacional. A detenção de Soltani ocorreu em 10 de janeiro, em sua residência na cidade de Fardis, situada a cerca de 40 quilômetros de Teerã, e ele enfrentava a possibilidade de pena de morte, conforme informado pela mídia estatal e por organizações de direitos humanos.
A decisão de libertar Soltani se deu em um contexto de intensificação das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu responder com ações militares a qualquer execução de manifestantes no Irã. Nos últimos meses, o país tem enfrentado uma onda de protestos, desencadeada por descontentamentos populares e uma violenta repressão das forças de segurança, resultando em milhares de mortes e detenções. A situação se agrava com a elevada taxa de pena capital no Irã, levando a comunidade internacional a manifestar preocupação sobre os direitos humanos no país.
A libertação de Soltani pode indicar um leve alivio na pressão sobre o regime iraniano, mas a repressão continua a ser uma realidade para muitos outros manifestantes. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, reconheceu as perdas humanas, mas atribuiu parte da culpa à interferência externa, especialmente de Trump. À medida que os desdobramentos se desenrolam, a possibilidade de um acordo nuclear entre Irã e Estados Unidos permanece incerta, com ambos os lados adotando posturas desafiadoras.

