Na segunda-feira (2), uma greve convocada pelo sindicato Verdi paralisou o transporte público em grande parte da Alemanha, afetando milhões de passageiros. A ação envolveu cerca de 100 mil trabalhadores e foi motivada pelo impasse nas negociações com empregadores municipais e estaduais sobre melhores condições de trabalho, incluindo jornadas mais curtas e remuneração justa.
A paralisação atingiu aproximadamente 150 empresas em 15 dos 16 estados federais, com grandes cidades como Berlim, Hamburgo e Bremen sendo severamente impactadas. O clima tenso das negociações é agravado por dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios, que tentam justificar a resistência às reivindicações sindicais. Em algumas cidades, como Stuttgart e Freiburg, os serviços foram completamente suspensos, exacerbando os desafios enfrentados pelos passageiros em meio ao frio intenso.
A próxima rodada de negociações está agendada para 9 de fevereiro, e o desfecho desse movimento pode influenciar significativamente as condições de trabalho no setor. As lideranças sindicais acusam os municípios de tentarem reduzir benefícios e aumentar as jornadas, o que poderá intensificar os conflitos se não houver um acordo satisfatório. A situação continua a ser monitorada, refletindo a crescente tensão entre trabalhadores e empregadores no contexto econômico atual.

