Festa de Iemanjá: Tradição Cultural e Patrimônio de Salvador

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

Hoje, 2 de fevereiro, Salvador se volta para o mar em celebração ao Dia de Iemanjá. Em entrevista ao A TARDE, a doutora em Antropologia Cristiane Sobrinho discute a origem da festa, que surgiu entre pescadores negros e se transformou em um dos maiores símbolos culturais da cidade. Segundo Sobrinho, a festa é um resultado de resistência histórica e um importante processo de afirmação da identidade do povo preto.

A pesquisadora destaca que a celebração é uma manifestação cultural que sobreviveu a diversas tentativas de deslegitimação e preconceito, consolidando-se como um espaço de fé. Iemanjá, considerada a orixá das águas, representa não só a religiosidade afro-brasileira, mas também a luta por reconhecimento e valorização cultural. O tombamento da festa como patrimônio imaterial fortalece essa luta, garantindo a continuidade da tradição.

Sobrinho enfatiza a importância da festa para a autoestima do povo negro, destacando que ela projeta a identidade afro-brasileira em um espaço público. A celebração, que atrai pessoas de diversas origens, é um momento de união e orgulho, permitindo que as tradições africanas se manifestem livremente. Assim, o Dia de Iemanjá não é apenas uma festa, mas um símbolo de resistência e valorização cultural no Brasil.

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