A polícia de Santa Catarina é criticada pela demora na investigação do caso de Orelha, um animal comunitário que sofreu graves maus-tratos. Quatro adolescentes envolvidos no ato de violência escaparam da apreensão, o que levanta preocupações sobre a eficácia das leis de proteção animal no país e a influência de comportamentos violentos em jovens.
O martírio de Orelha expõe um problema social mais amplo, refletindo a falta de ação rigorosa das autoridades em casos de crueldade. Apesar de existirem legislações como a Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais, muitos casos de maus-tratos são frequentemente arquivados. Em Salvador, a situação é semelhante, com registros de ocorrências de abusos que não são devidamente investigados, indicando um padrão preocupante de impunidade.
A mobilização da sociedade civil se torna essencial para pressionar as autoridades a tomarem medidas efetivas. Orelha agora simboliza a luta antiespecista, refletindo um desejo coletivo por mudanças na forma como os animais são tratados. Se não houver ações concretas para corrigir essa situação, o ciclo de violência e a impunidade podem continuar a desafiar a convivência pacífica entre todas as espécies.

