No último domingo, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, chamou as recentes manifestações antigovernamentais de “golpe de Estado” e declarou que uma intervenção militar dos Estados Unidos resultaria em uma “guerra regional”. O discurso ocorreu em meio a um ambiente tenso no país, onde os protestos, iniciados por descontentamentos econômicos, evoluíram para um movimento amplo contra o governo.
Khamenei enfatizou que os iranianos não devem temer as ameaças do presidente americano, ao mesmo tempo em que as forças de segurança enfrentaram severas críticas internacionais por sua repressão violenta aos protestos, que resultaram em milhares de mortes. O Parlamento iraniano, em retaliação às sanções da União Europeia, declarou os exércitos europeus como “grupos terroristas”, evidenciando a escalada das tensões políticas e militares na região.
Enquanto isso, a diplomacia ainda se mantém como uma prioridade para o governo iraniano, que busca evitar um conflito aberto. No entanto, o envio de navios militares dos EUA ao Golfo e as declarações de ambos os lados continuam a alimentar um clima de incerteza e temor. As implicações desse cenário são profundas, pois podem afetar não apenas a estabilidade do Irã, mas também as dinâmicas de segurança em todo o Oriente Médio.

