Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal, enfrenta desafios em sua trajetória para aprovação no Senado. Diante da recusa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em recebê-lo, Messias planeja um trabalho intensivo de convencimento entre os senadores após o retorno das atividades legislativas, programado para o dia 2 de fevereiro. Ele já se reuniu com cerca de 70 senadores, buscando apoio para sua indicação e visando uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A resistência de Alcolumbre é um obstáculo significativo, visto que ele tem um candidato preferido, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Messias, por sua vez, tenta conquistar votos entre diversos grupos, incluindo alguns que historicamente se alinham ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ter conseguido alguns apoios, os votos contrários de figuras como Flávio Bolsonaro e Sergio Moro indicam que a missão de Messias ainda é complexa e repleta de desafios políticos.
Enquanto busca se distanciar das críticas ao STF, Messias enfatiza que não pretende ser uma extensão do governo Lula na Corte e critica a postura do tribunal em questões políticas. A sua experiência de mais de 25 anos no serviço público e a ausência de filiação partidária são aspectos que ele destaca para fortalecer sua candidatura. O desenrolar dessa situação nos próximos dias poderá definir os rumos de sua indicação e do funcionamento do STF.

