Em janeiro de 2026, o mercado de capitais internacional viu empresas brasileiras captarem US$ 4,7 bilhões em títulos de dívida, marcando um crescimento de 39% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os protagonistas dessa movimentação financeira estão instituições renomadas como Bradesco, BTG, Azul e Sabesp, que encontraram uma ampla liquidez e investidores interessados em papéis brasileiros.
O cenário global de incerteza econômica tem levado investidores a redirecionar seus portfólios, buscando oportunidades mais atrativas em mercados emergentes. Em Davos, o CEO de uma importante instituição financeira ressaltou que o Brasil está se beneficiando desse fluxo estrangeiro, com a bolsa local atingindo recordes e refletindo um apetite crescente por investimentos. A Azul, por exemplo, alcançou uma demanda impressionante de US$ 9,1 bilhões para financiar sua recuperação judicial nos Estados Unidos, enquanto a Sabesp inovou com a captação de ‘blue bonds’ para projetos hídricos.
As expectativas para fevereiro são otimistas, com a possibilidade de que o ritmo acelerado de captações continue, dependendo da estabilidade dos indicadores de risco-país e da liquidez do mercado. Além disso, o Tesouro Nacional considera entrar no mercado, inspirado pelo sucesso de captações em países vizinhos. Este panorama sugere um fortalecimento do setor privado e público brasileiro no cenário financeiro internacional.

