Manifestantes em São Paulo clamam por justiça pela morte do cão Orelha

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Neste domingo (1º), centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para exigir justiça pela morte do cão Orelha, que foi torturado por adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina. O animal, que estava sob os cuidados de uma comunidade local, morreu em 5 de janeiro após sofrer graves ferimentos. O ato começou às 10h em frente ao Masp e se estendeu por várias horas, com participantes vestindo roupas pretas e carregando cartazes com mensagens de protesto.

Os manifestantes, entre eles diversas famílias com seus animais de estimação, clamaram por punições rigorosas aos adolescentes envolvidos no ato de crueldade. O caso gerou discussões sobre a maioridade penal, com muitos argumentando que jovens de 15 anos deveriam ser responsabilizados criminalmente. Uma psicóloga e outros participantes destacaram a necessidade de uma mudança nas leis para garantir proteção aos animais e evitar que tragédias como esta se repitam.

Além do clamor por justiça, o protesto também evidenciou um sentimento de impunidade e a necessidade de reavaliar as legislações existentes. A advogada que participou do ato expressou preocupação com a leniência das penalidades para crimes contra animais e a relação entre a violência contra animais e a violência de gênero. O caso Orelha é visto como um símbolo de uma questão maior que afeta a sociedade, levantando debates sobre violência e direitos no Brasil.

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