Pesquisa revela que 20,2% dos brasileiros dormem menos de 6 horas por noite

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Uma investigação inédita do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), vinculado ao Ministério da Saúde, revelou que 20,2% dos adultos nas capitais e no Distrito Federal dormem menos de seis horas por noite, o que está abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, 31,7% da população relatou ter pelo menos um sintoma de insônia, com uma prevalência notável entre as mulheres, atingindo 36,2%, em comparação aos 26,2% dos homens.

A coordenadora de psicologia do Hospital Pró-Cardíaco Botafogo, no Rio de Janeiro, Renata Dawhache, destaca a importância de compreender o sono como um fenômeno que envolve não apenas aspectos fisiológicos, mas também fatores psicossociais. A pressão social para que as mulheres assumam papéis de cuidado, combinada com variações hormonais, contribui para a pior qualidade do sono entre elas. Para melhorar esse quadro, a especialista recomenda a higiene do sono, que inclui desativar dispositivos eletrônicos antes de dormir e criar um ambiente propício ao descanso.

A nutricionista Fabiola Edde aponta que hábitos alimentares também impactam a qualidade do sono, citando o consumo excessivo de cafeína e álcool como vilões. Esses fatores podem prejudicar a saúde mental e a regulação hormonal, tornando as noites de sono menos reparadoras. A conscientização sobre a relação entre sono e saúde é crucial, já que a privação do sono pode aumentar a ingestão calórica e afetar o bem-estar geral da população.

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