Afeganistão: mulheres enfrentam futuro sombrio sem assistência médica

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A médica Dr. Carol Mann critica a indiferença global diante da situação das mulheres no Afeganistão, ressaltando a proibição do Talibã ao controle de natalidade. As meninas são frequentemente casadas a partir dos 12 anos devido à pobreza, o que torna a situação ainda mais alarmante. Além disso, o regime talibã restringe o acesso à educação e ao trabalho, limitando as oportunidades para mulheres em todas as áreas, incluindo a saúde.

Com a proibição de formação para mulheres em universidades e escolas de medicina, a próxima geração de profissionais de saúde femininas está ameaçada de extinção. Isso significa que, após a aposentadoria das médicas que ainda podem exercer, as mulheres no Afeganistão ficarão sem opções de atendimento médico. A falta de profissionais femininas é crítica, especialmente porque as mulheres não estão autorizadas a consultar médicos homens, exacerbando a crise de saúde pública.

As implicações dessa situação são profundas, pois as mulheres afegãs enfrentam não apenas um futuro sem assistência médica, mas também um ciclo de pobreza e desigualdade crescente. A comunidade internacional precisa urgentemente abordar essa questão, promovendo intervenções que priorizem a saúde e a educação das mulheres. Caso contrário, o país pode ver um colapso total em cuidados médicos femininos, afetando gerações futuras.

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