Israel proíbe Médicos Sem Fronteiras de atuar em Gaza a partir de fevereiro

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

O governo de Israel informou que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) não poderá mais operar na Faixa de Gaza, com a proibição entrando em vigor no dia 28 de fevereiro. Essa decisão foi comunicada pelo Ministério para Assuntos da Diáspora, que justifica a medida pela falta de uma lista de funcionários palestinos exigida para todas as entidades humanitárias que atuam na região.

A MSF, que é responsável por cerca de 20% dos leitos hospitalares em Gaza e opera aproximadamente 20 centros médicos, já havia se comprometido a compartilhar os nomes de seus colaboradores. No entanto, a organização expressou preocupações sobre a segurança dos seus funcionários, afirmando que não recebeu garantias de que as informações seriam usadas apenas para fins administrativos, especialmente após alegações de vínculos de dois colaboradores com grupos radicais, que a MSF nega veementemente.

Com essa proibição, a ONG poderá enfrentar desafios significativos para fornecer assistência médica em uma área devastada por conflitos, onde 15 de seus funcionários já perderam a vida. O impacto dessa decisão é incerto, mas pode agravar ainda mais a já crítica situação de saúde na Faixa de Gaza, onde a necessidade de assistência humanitária é urgente.

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