Pesquisa revela queda na qualidade do sono entre brasileiros

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Uma pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde revelou que 20,2% dos adultos nas capitais e no Distrito Federal não alcançam as seis horas de sono recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, 31,7% dos entrevistados relatam sintomas de insônia, com uma taxa maior entre mulheres, que apresentam 36,2% de incidência em comparação a 26,2% dos homens.

A coordenadora de psicologia do Hospital Pró-Cardíaco Botafogo, no Rio de Janeiro, Renata Dawhache, observou que o sono é influenciado por fatores fisiológicos e psicossociais. Ela destaca a pressão social sobre as mulheres em relação ao cuidado familiar como uma das razões para a maior prevalência de insônia entre elas. A falta de sono tem implicações diretas na saúde, como aumento de cansaço e irritabilidade, além de afetar a saúde mental.

Os especialistas recomendam práticas de higiene do sono, como evitar luzes azuis e criar um ambiente silencioso. A alimentação também desempenha um papel crucial, sendo que o consumo excessivo de cafeína, álcool e açúcar pode comprometer a qualidade do sono. Estudos sugerem que uma boa qualidade de sono é essencial para a regulação hormonal e pode até influenciar no controle do peso, tornando-se um fator importante para a saúde geral da população.

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