Estrangeiros se tornam prisioneiros de guerra na Ucrânia após alistamento na Rússia

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Prisioneiros de guerra de diversas nacionalidades, incluindo cidadãos da Itália, China e África, estão detidos em uma penitenciária secreta na Ucrânia. Eles se alistaram nas forças russas em busca de trabalho ou por coação, e agora aguardam por uma troca que possa lhes garantir a liberdade. A situação foi documentada por jornalistas que tiveram acesso ao local, revelando as condições de vida e os dilemas enfrentados por esses indivíduos.

As instalações, que refletem a austeridade da era soviética, abrigam prisioneiros que relataram ter sido atraídos por promessas de emprego e benefícios financeiros. Alguns, como Eric, um jovem médico do Togo, procuravam uma oportunidade de estudar na Rússia, enquanto outros, como Aziz, afirmam ter sido forçados a se alistar sob ameaças. Essa realidade expõe o uso das forças armadas russas para recrutar cidadãos estrangeiros, especialmente em países africanos, onde a oferta de contratos atraentes é comum nas redes sociais.

A ausência de interesse dos países de origem em repatriar esses prisioneiros levanta questões sobre a responsabilidade internacional e os direitos humanos em tempos de guerra. As esperanças de libertação estão ligadas a um plano dos Estados Unidos que promete a troca de prisioneiros, mas a incerteza persiste. Enquanto isso, muitos prisioneiros, como Wediwela, expressam desespero com a situação, refletindo sobre as consequências da guerra e a falta de um futuro promissor.

Compartilhe esta notícia