No Irã, cresce a pressão por uma investigação independente sobre o número de mortos durante os recentes protestos, após o governo anunciar a publicação dos nomes dos falecidos. Essa iniciativa, divulgada na quinta-feira, busca evitar alegações de crimes contra a humanidade, uma vez que surgiram estimativas alarmantes, indicando que até 30 mil iranianos poderiam ter sido mortos. O número oficial de vítimas, fornecido pela Fundação dos Mártires, é de 3.117, incluindo membros das forças de segurança.
A solicitação por uma investigação independente reflete a crescente insatisfação da população e o desejo de transparência em um momento de alta tensão social. A decisão do governo de divulgar os nomes dos mortos é vista como uma tentativa de controlar a narrativa em meio a um clima de desconfiança generalizada em relação às autoridades. No entanto, críticos argumentam que essa medida pode não ser suficiente para acalmar os ânimos, diante da magnitude das alegações sobre a repressão violenta aos protestos.
As implicações dessa situação são significativas, não apenas para a política interna do Irã, mas também para a percepção internacional do regime. A pressão por uma investigação pode aumentar, levando a um escrutínio mais rigoroso das ações do governo em relação aos direitos humanos. A resposta das autoridades e a transparência no processo de apuração poderão definir o futuro da confiança pública e a estabilidade social no país.

