No último sábado (31), uma juíza federal rejeitou o pedido do estado de Minnesota para que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) suspendesse suas operações, que causaram a morte de dois manifestantes em Minneapolis. Este evento gerou uma onda de protestos em massa, com milhares de pessoas se manifestando contra as ações do governo federal. A decisão da juíza, Katherine Menendez, foi motivada por uma avaliação dos prejuízos envolvidos, que não favoreceu a concessão de uma medida cautelar.
As operações do ICE, amplamente criticadas, foram parte de uma campanha anti-imigração promovida pela administração do ex-presidente Donald Trump. Em paralelo à decisão sobre as operações, outro juiz ordenou a liberação de uma criança de cinco anos e seu pai, detidos durante uma ação do ICE, que também provocou comoção nacional. A situação em Minnesota se intensificou com a realização de diversos protestos, onde a liderança local expressou oposição às ações do governo federal, aumentando a tensão entre as autoridades estaduais e federais.
Com a recusa da juíza em suspender as operações do ICE, as implicações políticas e sociais continuam a se desdobrar. A secretária de Justiça do estado considerou a decisão uma vitória judicial, enquanto o prefeito de Minneapolis manifestou sua decepção, ressaltando o medo que essas operações geraram entre os cidadãos. A situação evidencia um conflito maior entre direitos estaduais e políticas federais, refletindo uma crise mais ampla em torno da imigração nos Estados Unidos.

