Venda da RPC por R$ 300 milhões revela crise da TV aberta no Brasil

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A RPC, a principal afiliada da Globo no Brasil, foi vendida por R$ 300 milhões em uma transação que evidencia a crise enfrentada pela televisão aberta. O novo proprietário, Mariano Lemanski, já era acionista minoritário da emissora, marcando uma mudança significativa no cenário da mídia regional. Essa venda ocorre em um contexto de desvalorização das emissoras tradicionais, que enfrentam desafios devido à crescente concorrência das plataformas digitais.

Fundada pela família Cunha Pereira, a RPC era um dos pilares da presença da Globo no Sul do país, com oito emissoras cobrindo o Paraná e 350 municípios. A venda, após mais de dois anos de negociações, não apenas representa a alteração de controle acionário, mas também aponta para a reconfiguração do modelo de negócio das TVs afiliadas, que têm visto sua audiência e receitas publicitárias caírem nos últimos anos. A mudança na gestão promete implementar novas estratégias operacionais, mas mantém o vínculo contratual com a Globo.

Este movimento não é um caso isolado; analistas preveem que outras negociações semelhantes podem ocorrer nos próximos anos, à medida que a pressão por inovação e adaptação às novas realidades de consumo se intensifica. A separação da RPC da Gazeta do Povo, que agora foca no jornalismo online, ilustra a transformação no setor. O futuro da televisão aberta no Brasil pode depender da capacidade de se adaptar a essas mudanças e de encontrar novas formas de atrair audiência.

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