Annik Salmon destaca machismo e a luta feminina no Carnaval carioca

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A carnavalesca Annik Salmon, única mulher à frente de uma escola de samba para o Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro, prepara um enredo sobre Xamego, a primeira palhaça negra do Brasil, na Arranco de Engenho de Dentro. Em uma conversa reveladora, Annik discute a falta de representação feminina em cargos criativos, especialmente após a perda de grandes nomes na área, como Rosa Magalhães e Márcia Lage, que deixaram um vazio na elite do samba.

Annik enfatiza o machismo que permeia a cultura do Carnaval, onde as mulheres frequentemente enfrentam subestimação em suas capacidades. Ela traz à tona a pressão social que ainda espera que as mulheres assumam papéis tradicionais, como esposas e mães, desestimulando-as a se destacarem profissionalmente. A carnavalesca, no entanto, vê sua experiência como uma oportunidade para inspirar outras mulheres e mostrar que é possível superar barreiras em um ambiente predominantemente masculino.

Com a intenção de promover uma mudança, Annik planeja realizar oficinas no barracão para capacitar novas profissionais e aumentar a presença feminina no Carnaval. Sua escolha de enredo visa não apenas homenagear figuras históricas, mas também provocar uma reflexão sobre a representatividade. Ao fazer isso, ela espera que mais mulheres se sintam encorajadas a seguir seus passos, transformando a realidade do Carnaval carioca.

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