Activistas levantaram preocupações sobre o uso de câmeras de segurança fornecidas pela empresa chinesa Dahua Technology na Catedral de Salisbury, que abriga uma das quatro cópias sobreviventes da Magna Carta. Em uma carta dirigida à administração da catedral, os campaigners pedem a remoção dos dispositivos, alegando que sua tecnologia está ligada a práticas questionáveis, como a violação de direitos humanos dos uigures. Essa situação se torna ainda mais preocupante, dado o histórico da Dahua em ser acusada de colaborar com a Rússia durante a invasão da Ucrânia.
Os críticos enfatizam que a presença dessas câmeras, que eles consideram vulneráveis, é inadequada em um local de grande importância histórica e simbólica. A Magna Carta, vista como um poderoso símbolo de justiça social, merece proteção contra tecnologias que possam comprometer sua integridade. As preocupações se intensificam à medida que mais instituições no Reino Unido removem equipamentos semelhantes de locais sensíveis, refletindo um crescente escrutínio sobre a segurança de tecnologias de vigilância estrangeiras.
As implicações dessa controvérsia vão além da Catedral de Salisbury, levantando questões sobre a segurança e a ética da vigilância em locais de significado cultural e histórico. A pressão sobre a administração da catedral para agir pode influenciar outras instituições a reavaliar suas parcerias com empresas de tecnologia estrangeiras. Assim, a discussão se torna um ponto crucial na interseção entre tecnologia, direitos humanos e a preservação do patrimônio cultural.

