Riscos na mineração em Congonhas aumentam com chuvas extremas e falhas legais

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

As chuvas extremas e as lacunas na legislação estão elevando os riscos de desastres na mineração em Congonhas, Minas Gerais. Especialistas, como Daniela Campolina, destacam que a região armazena 81 milhões de metros cúbicos de rejeitos, volume que supera em 27 vezes o que é considerado seguro. A situação se agrava com incidentes recentes que colocaram em evidência a fragilidade das estruturas de contenção utilizadas pelas mineradoras.

O secretário de Meio Ambiente de Congonhas, João Lobo, expressou preocupação ao verificar a quantidade de material arrastado e os danos causados por um extravasamento de água em áreas da Vale. Embora a mineradora tenha atribuído a situação às chuvas, autoridades locais questionam a manutenção e a qualidade das estruturas que deveriam proteger a população. A falta de regulamentação específica para monitorar diques e sumps, evidenciada pela Política Nacional de Segurança de Barragens, intensifica os riscos de novos desastres na região.

Com o aumento das chuvas extremas, impulsionadas pelas mudanças climáticas, o governo mineiro já planeja revisar suas estratégias para enfrentar períodos chuvosos. A falta de legislação robusta sobre as condições de estruturas de contenção leva a um cenário de incerteza e potencial perigo para a população local. Diante disso, a prefeitura de Congonhas suspendeu o funcionamento das minas envolvidas, buscando medidas para proteger o meio ambiente e a segurança dos cidadãos.

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