O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou que o novo salário mínimo, de R$ 1.621, começará a ser pago a partir da próxima semana, beneficiando trabalhadores que recebem esse valor ou quantias atreladas a ele. O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi aprovado em dezembro, em conformidade com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que registrou 4,18% no acumulado dos últimos 12 meses.
Este aumento no salário mínimo é significativo, pois, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), deverá injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia nacional. Essa quantia representa um impacto considerável no consumo e na arrecadação, mesmo em um cenário de restrições fiscais. A regra de reajuste inclui correções baseadas tanto no INPC quanto no crescimento econômico dos dois anos anteriores.
O arcabouço fiscal, que limita ganhos acima da inflação, também foi considerado, levando ao valor arredondado de R$ 1.621. A expectativa é que esse reajuste melhore a renda dos trabalhadores e estimule a economia, embora desafios fiscais persistam. O cenário econômico continua a ser monitorado, especialmente com a recente confirmação de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,4% para 2024, conforme dados revisados pelo IBGE.

