Neste sábado (31), ataques aéreos israelenses em Gaza deixaram 11 mortos, incluindo refugiados que se abrigavam em uma tenda. O Ministério da Saúde do território palestino, sob a administração do Hamas, reportou também 20 feridos em decorrência das ofensivas. Munir al Barsh, diretor-geral do ministério, enfatizou que os ataques foram direcionados a civis em áreas habitacionais.
Os ataques ocorreram enquanto um frágil cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro, sob pressão dos Estados Unidos. Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, mais de 71.000 palestinos perderam a vida devido à retaliação israelense, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza. A ONU considera esses números confiáveis, destacando a gravidade da crise humanitária, com a população de Gaza enfrentando deslocamentos frequentes e condições de vida precárias.
As tensões entre Israel e o Hamas se intensificam, com acusações mútuas sobre violações do cessar-fogo. A situação humanitária se torna cada vez mais crítica, com a população de Gaza, que já enfrenta uma grave escassez de recursos, vivendo em condições extremas. O futuro da trégua e a possibilidade de uma solução mais duradoura permanecem incertas, à medida que as ações militares continuam a impactar a vida dos civis na região.

