O Dia do Quadrinho Nacional é comemorado em 30 de janeiro, em homenagem à primeira história em quadrinhos do Brasil, ‘As Aventuras de Nhô-Quim’, lançada em 1869 pelo artista Angelo Agostini. Esta data simboliza a consolidação da arte sequencial no país, que desde então evoluiu para um meio expressivo e crítico, refletindo a sociedade e suas transformações.
A produção de quadrinhos no Brasil sempre esteve entrelaçada com a política, especialmente durante a ditadura militar entre 1964 e 1985. O jornal ‘O Pasquim’ se destacou como um veículo de resistência, utilizando a arte para criticar o regime autoritário. Hoje, artistas contemporâneos continuam essa tradição, abordando questões sociais e políticas, como a pandemia de COVID-19 e conflitos internacionais.
Os quadrinistas brasileiros mantêm a relevância da arte sequencial, adaptando-se às novas demandas sociais e utilizando suas produções para expressar solidariedade em causas internacionais, como a situação na Faixa de Gaza. A campanha #WithHandala, que reuniu artistas de várias partes do mundo, é um exemplo da continuidade desse legado, reafirmando que os quadrinhos são uma forma poderosa de protesto e reflexão crítica na sociedade.

