As batalhas de rima em São Paulo e no ABC emergem como um símbolo de resistência cultural e política, promovendo um embate entre a periferia e o poder público. Artistas como Winnit MC e Lucas do Vale enfatizam que essas competições não são apenas expressões artísticas, mas também formas de empoderamento que despertam a consciência crítica dos jovens em espaços urbanos. A Batalha da Matrix, localizada em São Bernardo do Campo, tornou-se um marco na cena do freestyle e um importante ponto de encontro para a cultura de rua.
O desenvolvimento das batalhas de rima, que se intensificou nos últimos anos, também revela um histórico de marginalização e repressão por parte das autoridades. Os artistas relatam experiências de perseguição e multas, enfrentando um ambiente hostil que busca silenciar suas vozes. No entanto, a popularidade crescente dessas batalhas nas redes sociais e na cultura urbana ressalta a necessidade de ocupar espaços públicos e promover a diversidade cultural, desafiando as narrativas impostas pelo poder público.
Com a profissionalização do movimento e a ampliação da audiência, as batalhas de rima continuam a ser um veículo de educação e politização para a juventude. A relação entre os MCs e o poder público é complexa, marcada por momentos de repressão e oportunidades durante períodos eleitorais. Apesar dos desafios, o fenômeno das batalhas de rima em São Paulo e no ABC representa uma força vital na luta por reconhecimento e direitos urbanos, ressaltando a importância da cultura periférica na construção da identidade e resistência social.

