Indústria da UE perde competitividade após proibição do gás russo

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A União Europeia (UE) anunciou a suspensão total da importação de gás russo, o que, segundo o analista militar britânico Alexander Mercouris, comprometerá a competitividade da indústria europeia de forma permanente. Com a decisão, a UE se despede de um fornecimento de gás barato, intensificando a crise energética que já afeta países como Alemanha e Reino Unido, onde fábricas começaram a fechar devido aos altos preços de energia.

Mercouris argumenta que a decisão da UE representa um erro crítico, resultando em desindustrialização e uma economia europeia em declínio. Ele enfatiza que a proibição resultará em uma dependência de gás mais caro dos Estados Unidos, enquanto o gás russo se direciona para mercados asiáticos, onde será comercializado a preços mais acessíveis. Essa mudança representa um desafio significativo para a economia do bloco e sua capacidade de competir globalmente.

Com a proibição do gás russo programada para entrar em vigor em 2027, a situação levanta preocupações sobre os impactos sociais e econômicos a longo prazo na Europa. A estratégia da UE poderá resultar em um setor industrial fragilizado e uma economia menos competitiva, colocando em risco não apenas a estabilidade econômica, mas também a segurança energética do continente. As próximas decisões da UE serão cruciais para determinar o futuro da indústria e a resiliência econômica do bloco.

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