O uso de smartphones tem se tornado cada vez mais compulsivo, levantando a questão se isso é benéfico ou prejudicial. O autor analisa a obra de BJ Fogg, publicada em 2003, que previu um futuro onde os dispositivos móveis se tornariam essenciais para o cotidiano das pessoas, funcionando como portais de informação, entretenimento e organização pessoal.
Fogg descreveu como esses dispositivos, que ele chamou de “sistemas de tecnologia persuasiva”, têm a capacidade de sugerir, encorajar e recompensar comportamentos, criando uma relação semelhante à de jogadores com máquinas caça-níqueis. Essa dinâmica pode ter um impacto profundo em como nos relacionamos com a tecnologia e com nós mesmos, refletindo uma mudança na nossa identidade e hábitos diários.
Com a crescente dependência desses aparelhos, é fundamental questionar o equilíbrio entre os benefícios da tecnologia e a perda de aspectos essenciais de nossa vida. A reflexão sobre o uso consciente e crítico dos smartphones pode ser um passo importante para recuperar uma parte de nós mesmos que parece estar se esvaindo.

