Alta do dólar pressiona juros futuros no Brasil, mas cenário permanece positivo

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Na sexta-feira, 30 de janeiro, o aumento do dólar e dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos impactaram os juros futuros no Brasil, interrompendo uma sequência de sete quedas. A nomeação de um ex-dirigente do Federal Reserve para liderar o Banco Central americano também influenciou a curva de juros local, que apresentou elevações discretas, mas ainda acumula reduções significativas nos prêmios de risco no mês.

O mercado brasileiro reagiu ao fortalecimento do dólar e à alta dos Treasuries, com taxas de Depósito Interfinanceiro (DI) subindo levemente. Especialistas destacam que a pressão externa foi o principal fator para essa movimentação, apesar de um novo recorde de baixa na taxa de desemprego em dezembro, que não teve grande impacto na elevação das taxas. O cenário positivo para ativos de risco no Brasil, impulsionado por um diferencial de juros atrativo, deve continuar, segundo analistas financeiros.

Com a expectativa em relação à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na próxima terça-feira, o mercado aguarda possíveis indicações para cortes na taxa Selic. Cálculos recentes apontam uma probabilidade de 68% para uma redução de 0,5 ponto na próxima reunião do colegiado. Essa expectativa pode oferecer suporte adicional ao mercado, mantendo a confiança dos investidores mesmo diante das pressões externas.

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