O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reagiu nesta sexta-feira (7) às críticas da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a respeito das emendas parlamentares. Durante um evento no Insper, em São Paulo, Tebet defendeu a necessidade de uma reforma orçamentária, alegando que o Congresso estaria ‘sequestrando’ o orçamento da União. Motta, por sua vez, afirmou que o Legislativo não apenas legitima, mas exerce uma prerrogativa constitucional ao debater e decidir sobre a alocação dos recursos públicos.
Em suas redes sociais, Motta classificou a declaração de Tebet como ‘equivocada’, ressaltando que as emendas funcionam como um importante instrumento de conexão entre o orçamento federal e as necessidades locais. Ele enfatizou que divergências entre os Poderes são naturais, mas que o reconhecimento do papel do Parlamento é fundamental para a democracia. Essa defesa reflete a preocupação do presidente da Câmara em preservar a imagem institucional do Legislativo frente às críticas governamentais.
A troca de críticas ocorre em um contexto de tensões entre o Congresso e o Executivo, especialmente após o veto a emendas que somam cerca de R$ 400 milhões e o bloqueio de R$ 11 bilhões no orçamento. Apesar dessas tensões, Motta busca evitar um desgaste político com o governo, mantendo canais de diálogo abertos enquanto se prepara para as próximas eleições, com seu pai, Nabor Wanderley, como pré-candidato ao Senado na Paraíba.

