Argélia cobra reparações da França por crimes coloniais em nova lei

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Em dezembro de 2025, o parlamento argelino aprovou uma lei que exige reparações da França por violações de direitos humanos ocorridas durante o período colonial, de 1830 a 1962. A legislação, composta por 27 artigos, reconhece crimes como os testes nucleares realizados por Paris em solo argelino. A medida, que é vista como uma resposta a uma relação diplomática deteriorada, foi considerada hostil pelo governo francês.

A aprovação da lei reflete um contexto de tensões crescentes entre os dois países, exacerbadas por declarações do presidente francês e a recente postura da França em relação ao Saara Ocidental. Especialistas sugerem que a relação já é marcada por um histórico de desentendimentos e que a demanda por reparações é um símbolo da busca da Argélia por reconhecimento e justiça histórica. Embora um pedido de desculpas formal possa ser uma saída, as pressões políticas internas na França dificultam essa possibilidade.

A lei argelina, apesar de seu caráter interno, coloca a França em uma posição delicada e ressalta a soberania da Argélia como nação independente. A discussão sobre reparações não se limita a compensações financeiras, mas busca também um reconhecimento das atrocidades cometidas durante a colonização. Especialistas afirmam que essa demanda pode ter repercussões significativas para outras nações que enfrentam legados coloniais semelhantes, colocando a França no centro de um debate histórico crucial.

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