Justiça reprova contas de candidata a vereadora por uso irregular de fundos

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A Justiça Eleitoral de São Paulo reprovou as contas da ex-candidata a vereadora, Alessandra Marques Martins da Costa, conhecida como Ale Marques, em razão de gastos irregulares durante sua campanha de 2024. A juíza Cecília Pinheiro da Fonseca determinou que a candidata devolvesse ao Tesouro R$ 99.594,99, quantia recebida do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Nas urnas, Ale obteve apenas 108 votos, levantando suspeitas sobre a legalidade de suas despesas de campanha.

Investigações do Ministério Público Eleitoral apontam que Ale utilizou recursos públicos para comprar perfumes, roupas e para organizar a festa de aniversário de seu filho. Além disso, a prestação de contas foi considerada fraudulenta, com indícios de que a candidata tentou simular gastos legítimos para cobrir o desvio de dinheiro. Documentos e depoimentos revelaram que contratos de serviços foram mal elaborados e sem comprovação de execução, comprometendo a regularidade das contratações.

As acusações surgiram após uma denúncia feita por um parente de Ale ao Ministério Público, que alegou que a candidata ostentava valores em conversas com a família. A mãe de Alessandra também prestou depoimento, expressando decepção e esperança de que a filha reavalie seus valores. O caso ressalta a importância da fiscalização na utilização de recursos públicos em campanhas eleitorais e pode impactar a reputação do Podemos, partido ao qual Ale é filiada.

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