Cidadãos da Costa Rica guardam cédulas eleitorais em casa para eleições

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

Na Costa Rica, Priscilla Herrera armazena centenas de cédulas eleitorais em sua casa, acompanhada de sua cadela. Este processo, que ocorrerá no próximo domingo (1º), exemplifica a confiança depositada pelos cidadãos na transparência eleitoral. Diferentemente de outros países da América Latina, onde o material é protegido por forças armadas, a responsabilidade na Costa Rica é compartilhada entre os cidadãos.

Priscilla, funcionária de uma cafeteria, recebeu as cédulas após ser escolhida pelo Supremo Tribunal de Eleições como auxiliar de votação. Essa prática é um reflexo da cultura democrática do país, que aboliu o Exército em 1948 e confia a segurança do processo eleitoral aos seus cidadãos. A atitude de Priscilla ecoa um sentimento geral de responsabilidade cívica, onde a fraude é uma preocupação quase inexistente nas disputas eleitorais.

Com a proximidade das eleições, cidadãos como Priscilla e Gabriel Marín se preparam para levar os materiais a seus locais de votação. A segurança das cédulas é uma prioridade, e eles tomam precauções para garantir que nada interfira no processo. A história demonstra como a confiança mútua entre a população e as instituições pode resultar em um sistema democrático estável e respeitado.

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