O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, levantou a discussão sobre a necessidade de aumentar a jornada de trabalho, afirmando que os cidadãos estão trabalhando menos do que o necessário. Sua proposta, que sugere restrições a contratos de trabalho em regime parcial, gerou um intenso debate no país, com muitos críticos apontando que a questão é mais complexa do que simplesmente exigir mais horas de trabalho.
A Mittelstands- und Wirtschaftsunion (MIT), braço econômico do partido de Merz, argumenta que muitos trabalhadores em tempo parcial optam por essa condição por um ‘estilo de vida’, o que gerou reações adversas de diversos setores da sociedade. Especialistas em legislação trabalhista, como Claudia Hahn, contestam a visão simplista da MIT, ressaltando que a maioria das solicitações para trabalho em tempo parcial é resultado de acordos entre empregadores e empregados, e não uma mera escolha por mais lazer.
As críticas à proposta de Merz se intensificaram, com vozes de oposição argumentando que a solução para a escassez de mão de obra qualificada passa por melhores condições de trabalho e não por imposições de horas extras. A discussão sobre a reforma da jornada de trabalho está em andamento, e muitos acreditam que é essencial repensar as leis trabalhistas para atender às novas necessidades do mercado de trabalho na Alemanha.

