Nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2026, os mercados financeiros sofreram uma forte pressão, resultando em uma queda significativa na B3. A criação de empregos formais no Brasil em 2025 totalizou 1,28 milhão, uma redução de 23,7% em relação ao ano anterior, gerando preocupações sobre a desaceleração econômica em meio a juros elevados. Simultaneamente, a Microsoft viu suas ações despencarem cerca de 10% após a divulgação de um balanço trimestral que revelou uma desaceleração no crescimento da sua divisão de computação em nuvem.
O impacto negativo da Microsoft ecoou em Wall Street e, consequentemente, afetou o mercado global, levando a uma aversão ao risco. O Ibovespa, que havia flertado com novos recordes, fechou em queda de 0,8%, aos 183.134 pontos. A mudança de humor internacional também fez com que o dólar se valorizasse frente ao real, aumentando as taxas de DI e revertendo os ganhos de ações bancárias e de pequenas empresas, evidenciando a dependência do mercado local das condições globais.
Esses eventos ressaltam a fragilidade do mercado brasileiro diante de flutuações externas, especialmente em tempos de incerteza econômica. A expectativa de um possível ciclo de cortes na taxa Selic pelo Banco Central, que havia incentivado a alta anterior, agora se vê ameaçada por esse cenário desalentador. Os investidores permanecem cautelosos, aguardando sinais mais claros sobre a recuperação econômica e o impacto das tendências globais no mercado nacional.

