Endividamento das Famílias Brasileiras Atinge Níveis Recordes em 2026

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Em um cenário de desemprego em queda, as famílias brasileiras enfrentam um aumento alarmante no endividamento, que já chega a 49,8% da renda anual. Essa situação, a mais alta desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é impulsionada pelos altos juros, que atualmente estão em 15% ao ano, refletindo um dos maiores níveis em duas décadas.

O aumento da inadimplência, que alcançou 6,9% em dezembro, é preocupante, especialmente em um contexto macroeconômico que, a princípio, parece favorável. Especialistas observam que, apesar do crescimento do crédito às famílias, o encarecimento das parcelas torna a situação financeira ainda mais apertada. A combinação de juros altos e a necessidade de crédito para cobrir despesas básicas levou muitas famílias a dependerem de cartões de crédito, aumentando ainda mais seu endividamento.

Com a expectativa de que as taxas de juros possam começar a cair, há esperança de um alívio para as finanças das famílias brasileiras. Especialistas sugerem a reedição de programas como o Desenrola, que ajudou na renegociação de dívidas anteriormente. O cenário para 2026 indica uma possível melhora, mas ainda requer uma vigilância cuidadosa sobre as condições de crédito e a saúde financeira das famílias.

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