Trump classifica enfermeiro morto por agentes federais como ‘agitador’

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O presidente Donald Trump caracterizou Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, como um ‘agitador’ e ‘talvez insurrecionista’ após sua morte em um confronto com agentes federais em Minneapolis no dia 24 de janeiro. Essa declaração foi feita em uma postagem nas redes sociais, onde Trump também comentou sobre um vídeo que mostra Pretti agredindo um agente da ICE em um incidente anterior, ocorrido em 13 de janeiro. A postura do presidente reflete uma tentativa de deslegitimar a imagem da vítima após sua morte trágica.

O incidente que culminou na morte de Pretti gerou uma onda de indignação pública, especialmente após a divulgação de vídeos que mostram sua interação agressiva com os agentes da imigração. A família de Pretti, que descreveu o enfermeiro como uma ‘alma bondosa’, rebateu as alegações de Trump, considerando-as uma tentativa de distorcer a narrativa sobre o que ocorreu. Além disso, especialistas e ativistas levantaram questões sobre o uso excessivo da força por parte de agentes federais em situações de confronto.

As declarações de Trump e a resposta da família de Pretti têm implicações significativas para o debate sobre o uso da força por agentes da lei e a forma como as vítimas são retratadas na esfera pública. À medida que a indignação cresce, incluindo críticas dentro do próprio Partido Republicano, o governo promete uma revisão do incidente. Essa situação ressalta a necessidade de maior responsabilidade e transparência nas operações de segurança pública, especialmente em casos que envolvem a perda de vidas.

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