Ex-presidente do BRB relata à PF sobre operações com o Banco Master

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, declarou em depoimento à Polícia Federal que as operações realizadas com o Banco Master foram interpretadas como uma ‘oportunidade de mercado’. Segundo Costa, essa estratégia de crescimento, que envolvia cerca de 10% da carteira total do BRB, não era viável a longo prazo, o que levou a uma mudança na abordagem do banco em 2025.

Durante seu depoimento, Costa detalhou que as negociações com o Banco Master incluíram a exclusão de ativos significativos, impactando a estrutura financeira do BRB. Ele explicou que, embora a liquidez do Master fosse uma preocupação, o foco principal estava em mitigar riscos e substituir carteiras de crédito. O ex-dirigente enfatizou que a decisão de avançar com as operações foi baseada na busca por rentabilidade, mesmo diante dos riscos identificados.

As declarações de Costa têm implicações importantes para as operações futuras do BRB e sua relação com as regulamentações do Banco Central. O depoimento também pode influenciar investigações em curso sobre a transparência e a gestão financeira do banco, refletindo a necessidade de um controle mais rigoroso em operações de cessão de crédito. A situação destaca a complexidade das decisões financeiras em instituições bancárias e os desafios que enfrentam ao equilibrar crescimento e risco.

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