Na quinta-feira (29), os ministros das Relações Exteriores da União Europeia decidiram designar a Guarda Revolucionária do Irã como uma ‘organização terrorista’. A medida ocorre em resposta à repressão violenta a protestos que resultaram na morte de milhares de cidadãos iranianos. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, anunciou a decisão em uma declaração pública.
Kaja Kallas destacou que a repressão aos cidadãos não pode ser ignorada e que a comunidade internacional deve agir diante de tais violações de direitos humanos. A declaração dela no X enfatiza que qualquer regime que recorra à violência contra seu povo está, na verdade, cavando sua própria destruição. Essa nova classificação pode ter implicações significativas nas relações da UE com o Irã e nas políticas de segurança da região.
As repercussões dessa decisão ainda estão por ser totalmente avaliadas, mas a designação da Guarda Revolucionária como uma entidade terrorista pode restringir ainda mais as relações econômicas e diplomáticas do Irã com os países europeus. Além disso, essa postura pode incentivar outras nações a adotar medidas semelhantes. A situação no Irã continua a ser observada de perto, à medida que a pressão internacional sobre o regime aumenta.

