Desde o início de 2022, a Rússia tem intensificado ataques à infraestrutura energética da Ucrânia, aproveitando o inverno mais severo em uma década como parte de sua estratégia militar. Com temperaturas atingindo até -20 °C, centenas de milhares de civis enfrentam a falta de aquecimento, eletricidade e água, resultado de bombardeios direcionados a usinas e subestações. O governo ucraniano e analistas interpretam esses ataques como uma tentativa deliberada de desgastar a resistência da população.
A degradação do sistema energético ucraniano começou com a invasão em larga escala e, ao longo de 2022 e 2023, cerca de metade da capacidade de geração de energia foi danificada ou destruída. A ocupação da usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, foi um dos maiores golpes para o fornecimento elétrico no país. Com cortes de energia que podem durar até 18 horas diárias, a população se vê obrigada a recorrer a improvisos para se manter aquecida durante o inverno rigoroso, enquanto o governo busca soluções emergenciais, com a ajuda internacional, para restaurar serviços essenciais.
As implicações dessas ações vão além das dificuldades imediatas, afetando a economia ucraniana e aumentando a pressão sobre o governo. Estima-se que os danos ao setor energético ultrapassem 1 bilhão de dólares, e uma nova onda de ataques pode ser esperada em 2024. A situação humanitária continua a se deteriorar, com apelos de organizações como a ONU para que os ataques à infraestrutura civil cessem imediatamente, dada a clara violação das regras da guerra.

